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Furacões, terremotos, Tsunamis, o Estado do Amazonas declarando calamidade pública por conta da seca dos rios, a temperatura do planeta cada vez mais alta, as queimadas descontrolas em Portugal. E detalhe: tudo acontecendo ao mesmo tempo. Acha isso estranho? Eu também acho.
O ano de 2005 pode ser considerado o ano dos desastres naturais. E isso pode ser percebido em todos os continentes, principalmente na Ásia. Essa onda de desastres naturais de proporções gigantescas começou justamente com uma onda, o Tsunami, que, no final do ano passado, inundou várias cidades litorâneas da Ásia , como o Sri Lanka, a Indonésia, Índia e Tailândia, vitimando mais de 250 mil pessoas, entre moradores e turistas. O acidente teve tanta repercussão que o mundo todo se mobilizou para mandar mantimentos e remédios para os sobrevives. Quando já não falava mais em Tsunamis, no mês de Setembro de 2005 aconteceram mais tragédias: a passagem do Furacão katrina causou danos enormes nos estados da Louisiana, Mississippi e Alabanda. Nova Orleans, conhecida como o berço do jazz, ficou parcialmente destruída. E mais uma vez pessoas de todos os lugares se movimentaram para ajudar os sobreviventes e desabrigados. Alguns dias depois anunciou-se mais um Furacão: o Rita, porém, um pouco mais fraco que seu antecessor. Quer mais? A América Central sentiu a força do Stan, causando centenas de mortes no México. Enquanto isso, no Brasil, satélites localizaram vários focos de queimadas nas áreas nos estados do Acre, Mato Grosso e Goiás. Estudos mostram que a cobertura de gelo no ártico é a menor em um século. Chega?
No dia 8 de Outubro, um terremoto de 7,6 na escala Richter, afetou o Paquistão, a Índia e o Afeganistão. Um cenário de caos: prédios derrubados, escolas destruídas, pessoas procurando seus familiares pelos escombros. A estimativa feita pelas autoridades já passa dos 22 mil mortos e centenas de milhares de feridos. A região da Caxemira foi a mais afetada pelo terremoto. São jovens, idosos, crianças esperando serem atendidas no meio da rua, enfeitada por pedaços de concreto. Alguns hospitais foram destruídos. Médicos se revezam dia e noite para atender os casos mais graves.
Porém, outro fenômeno está acontecendo paralelo aos naturais: o mundo está mais unido. Exemplo claro disso é a ajuda que a Índia está dando ao Paquistão, que à quase 60 anos brigam pela região da Caxemira, considerada ponto estratégico no sul do continente. Na última década, os dois países desenvolveram suas armas nucleares como demonstração do poderio atômico, o que chamou a atenção da comunidade internacional. A Índia já enviou barracas, cobertores, remédios e comida para os sobrevives e feridos. Porém, o Paquistão se recusa a aceitar ajuda militar. O Japão anunciou a doação de mais U$ 20 mi para a reconstrução do país; o ONU (Organização das Nações Unidas) vai pedir em caráter emergencial fundos para o abastecimento de produtos básicos, a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) já ofereceu soldados e alimentos.
Junto com a comoção mundial, há também a esperança de fazermos um mundo mais pacifico. Esperamos que atitudes como a da Índia, em ajudar o seu inimigo de tantos anos, possam se repetir em todos os lugares. Assim deixaremos de pensar que a paz entre as nações tornou-se impossível e utópica.
Detalhinho: Estou profundamente comovida com a iniciativa da Índia em ajudar o Paquistão. Isso prova que o mundo não vai se matar. Esatmso tendo consciencia dos nossos atos. Estou muito feliz mesmo!!!
beijos