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INSÔNIA!

Um dia sentei na escada do prédio em que eu morava e me perguntei: o que será de mim? Respostas? Bem, isso eu ainda não tive. E pra que? Já imaginou se tivéssemos respostas pra tudo? Realmente não teria a menor graça viver. As dores, as alegrias, as lágrimas, as paixões, os amores...Tudo isso é bom e é ruim. Porém, uma coisa é indubitável: tudo o que fazemos tem uma pontinha de dor e de amor. Não importa se estamos por cima, se estamos por baixo, se estamos com frio, com fome, seja ela de amor ou de comida. Nosso estado de latência é constante, pois estamos vivos.

Por estarmos em contato com alguma doutrina filosófica ou alguma coisa que valha, achamos que estamos seguros, sempre a solucionarmos o mais ínfimo problema. Ledo engano. As soluções não são nossas, são dos outros. Aí, sim, vai chegar o momento de nós mesmos procurarmos nossas respostas. Já se perguntou se todas as pessoas que você conhece são felizes? Talvez. Mas, na verdade, elas não são porque não querem. O ser humano, por excelência, nunca é feliz com o que tem. Sempre falta alguma coisa, e sempre irá faltar. È uma carro novo, é uma tv de 29”, é uma câmera digital. Ou um namorado que o entenda, que o ame, um  amigo pra todas as horas. Já reparou como sempre estamos buscando algo? Entretanto, entramos em uma contradição filosófica: se o ser humano sempre está buscando algo, mas a felicidade plena está em apenas amar aquilo que tem, como ser feliz se esses dois elementos fazem parte da natureza humana? Isso nunca será explicado e nem entendido. Primeiro, se nos contentarmos com apenas aquilo que temos, nos tornamos comodistas. Ou, se não estivermos sempre atrás de algo, a vida perde o sentido. Entendeu a contradição?

 A vida, o mundo, parecem ser injustos olhando por essa ótica.  E quem não é? Quem nunca pensou em tomar o emprego do outro, o namorado do outro, o amigo do outro? Nós não temos culpa pelo que somos, nem pelo que sentimos, o bem e o mal usam aliança de matrimonio e são muito felizes. Essa mania de humildade, de generosidade, de amor ao próximo nos deixa com um sentimento de culpa, não que esses sentimentos não estejam dentro da gente que não seja bom senti-los. Mas, às vezes somos obrigados a pratica-los, eles não fluem naturalmente.

E o que fazemos para espantar a tristeza, a frustração, o caos, a desordem que nos assola de vez em quando? Ora, olhe uma flor no jardim, uma criança no parque, um doente mental cantando uma música, a servente do shopping, o garoto vendendo balas no sinal, a fumaça daquele café quentinho da padaria da esquina. A paz interior não está nas coisas, mas sim na forma de como olhamos pra elas. A sociedade nos ensinou que o macro, o grande, o colossal supriria todas as nossas necessidades, mas o micro, o pequeno, o efêmero estão ali, todos os dias, mas passa batido aos nossos olhos, preocupados em ver além da sua capacidade.

            E todos aqueles sentimentos que, essa mesma sociedade bate todos os dias, em todos os lugares que estamos? Inveja, orgulho, compaixão, paixão, indiferença, saudade, confiança, amizade, desprezo, vergonha, etc? Isso são ferramentas de trabalho, todos eles, um dia devem ser usados, mas no momento certo.

            Dor? Ela vai e vem, às vezes vem passar férias, outras só vem deixar um recado. Coloque uma placa em você informando sua ausência toda vez que você achar que ela está pra vir.

            Se você não entendeu, não tem importância. Isso aqui não passam de palavras, efêmeras, pequenas, diminutas de alguém que não tem nada pra fazer nas madrugadas de insônia....  

 

Detalhinho: Dia 23 de Outubro em São Paulo vai acontecer o Tim Festival. The Strokes e Kings of Leon vão estar presentes. Acha que vou perder...?



- Postado por: Moll flanders às 09h08 PM
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