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Meu perfil BRASIL, Sudeste, SANTA FE DO SUL, Mulher, de 20 a 25 anos, Cinema e vídeo, Livros MSN - jcarvalho122@hotmail.com |
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Em meados da década de 80, os ingleses começaram a organizar festas em terrenos ermos, longe da cidade, devido ser proibida a realização de festa depois da meia noite. Assim nasciam a raves, que hoje são conhecidas no mundo todo. Paralelamente nascia também a música eletrônica, com batidas fortes e repetitivas. No Brasil, ela pousou em meados da década de 90, enfraquecendo com a cultura de boites fechadas, legado da década anterior.
Já em Macapá, a proposta de música eletrônica chegou no ano de 2000, mas não vingou. Depois de 3 anos, surgia um movimento tímido, que se reunia em casas ou terrenos ermos também. À medida que o tempo foi passando, outras pessoas aderiram ao novo som que chegara. Assim nascia os serotonimaniacs, uma turma de amigos que se tornaram figurinhas carimbadas em todas as raves da cidade. As festas agora eram freqüentes, as batidas sempre diferentes, o movimento em expansão. Era questão de status estar numa festa de música eletrônica, até porque a cidade é movida por febres e modinhas. Porém, houve um momento em que a e-music amapaense estagnou. As festas diminuíram e muita gente voltou ao que gostava antes, midi back, flash back, brega ou pagode. Apenas os verdadeiros seguidores e grande parte dos serotonuimaniacs continuaram a organizar encontros nos terrenos longe da cidade. O movimento tomou cara de gueto, sempre escondido dentro de mato e com convidados seletos.
Agora, pergunta-se: quem é ou quem são os culpados por esse atraso na evolução musical do estado do Amapá? È uma questão cultural, comodismo, falta de personalidade do amapaense que consome cultura de massa ou são certos dj’s que insistem em fazer festas para comemorar não sei quantos anos de carreia e puxam músicas do arco da velha nos atrasando ainda mais?
Detalhinho: Sei que muitos que frequentam meu blog não sabe da realidade de Macapá. Lá há um movimento que diz ser a favor da música eletrônica, mas na verdade tem medo de se render à evolução contínua da música.
beijos