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O rumo da música brasileira!

Há algum tempo eu queria fazer um fórum sobre um assunto que instiga muita gente: O que está havendo com a música brasileira? O que vamos deixar para nossos filhos e netos?

Na história da música brasileira, nunca vimos uma decadência tão grande quanto agora. Desde os primeiros compositores, como Cartola, Noel rosa, Pinxinguinha, Mário Lago, Adoniram Barbosa e muitos outros, até a década de 80, a falta de letras geniais e marcantes nunca esteve tão visível. Numa época de repressão da ditadura militar, o grito pela liberdade de expressão, a inspiração necessária para uma geração protestar junta através da música e da literatura, vinha da vontade de mudar um Brasil preso e acorrentado. Nos anos 80, com a chegada do punk no Brasil, a rebeldia tinha um papel fundamental na criação de letras e atitudes das bandas da época. Arranjos quase que artesanais, letras contestando tudo e todos. Ainda cantamos as baladas daquela época como Pais e Filhos, Exagerado, Fixação, Sonífera ilha, Veraneio Vascaína, e muitas outras.  Essa quebra veio acontecer aproximadamente em 1994, quando já muitas bandas não produziam mais nada. De lá pra cá, a pobreza começava a se mostrar. Vimos a maior banda de toda uma geração anunciar seu fim, devido o estado de saúde de Renato Russo estar comprometido. Paralelamente a isso surge a febre do Axé music e do Pagode. Desde então, ficamos a mercê de febres musicais. Já acompanhamos o do break (quem nunca dançou break?), do forró, do funk, da toada.   E atualmente assistimos aberrações surgindo todos os dias. Felipe Dylon, Wanessa Camargo, Bro’s, Kelly Kay, Rounge, Boka Loka, Mc. Serginho, etc. O que dizer do Caetano Veloso fazendo sucesso com o sucesso dos outros? O Gilberto Gil sendo ministro?

Na virada do século, vemos surgir uma revolução mundial: a música eletrônica. Em 90% das canções têm um arranjo eletrônico. Isso se deve ao avanço gritante da tecnologia nos últimos 20 anos. Aí está lançada pergunta: QUE RUMO A MÚSICA BRASILEIRA TERÁ NOS PRÓXIMOS ANOS? Surgirá um novo divisor de águas, alguém ou alguma banda que sirva de referência para gerações? Ou será que não precisamos de tempos tempestuosos na política e na sociedade para termos qualidade musical?

Minha intenção é apenas debater, saber da opinião dos que visitam o blog. Admito que o texto está meio tosto. Estava mais tosco ainda, eu que voltei atrás e refiz. Ficou melhor. Espero que consigamos chegar num consenso. Participe!



- Postado por: Moll flanders às 09h23 PM
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A Fábrica de Poetas

Um poeta não se cria

Não se fabrica, não se copia

Ele nasce pra brilhar

Parece um cometa

Está sempre a viajar

Incorretos por natureza

Mas nem toda a tristeza vai os abalar

Eles não tem limites

E antes que alguém duvide

Vão logo se apresentar

Com um prato branco na mão

O espelho de Narciso pelo chão

Assim eles gostam de ficar

Aí nasce a poesia

Numa fascinante sintonia

Que eles insiste em negar

Mas suas vidas são mais curtas

Do que a beleza daquelas putas

Que sempre aparecem nos jornais

E como bons mortais

A gente custa a acreditar

Que aquela voz rouca e rasgada

Teve que se calar

Ah, não tem final feliz

As cortinas se fecharam

Mas fiquem aqui

O show não acabou

 

Detalhinho: Essa letra eu já tinha colocado no outro blog, mas achei que poderia ficar melhor, e aí ela está. Ainda não encontrei um parceiro que entendesse o ritmo que eu quero para todas elas. Aqui em Macapá tem ótimos músicos, com sensibilidade o suficiente para criar algo novo. Porém, não conseguem achar aquilo que desejo. Assim que eu conseguir musicar todas as letras, jogo no mp3.

 

até mais



- Postado por: Moll flanders às 08h36 AM
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